“Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei. Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar.”
“E o tempo? Ah o tempo. O tempo cria, o tempo mata, o tempo muda. Ele pode ser nosso aliado, porque nunca enganou ninguém: todo mundo sabe que ele vem e depois vai embora. Então, é melhor relaxar e viver de bem com o tempo que a gente tem. É como fazer um acordo: o tempo te ajuda se você se comprometer com ele. Se cumprir seus compromissos, ele é seu aliado. Se rolar crise com ele, ele engole seus sonhos, e sua meta pode se perder no caminho.”
“Eu não sei brincar de gostar, fazer promessas falhas, existir longe de alguém. Sou meio louco. Entre “saudade”, “vem cá” e “preciso de você”, quando vou ver, estou comprando a primeira passagem e indo ao encontro. O meu amor ultrapassa a razão. Foi sempre assim, vai ser sempre assim.”
“Mas ela encontrou você. Você, que não é príncipe. Você, que não tem cavalo branco. Você, que é humano. Você, que também erra. Você, que é homem, mas chora. Você, que nem sempre é valente e corajoso. Você, que também tem defeitos. Você, que ela ama assim, exatamente do jeito que você é: imperfeito.”
“Ela Cerveja, Ele Coca Cola. Ela disco, ele tinta. Ela toca, ele pinta. Ela dança, ele tenta. Ela sorri, ele não aguenta. Ela escandalosa, ele calado. Ela festeira, ele sossegado. Ela quer ir, ele tá de boa. Ela desiste, ele ‘me perdoa’. Ela pontual, ele demora. Ela tem pressa, ele sem hora. Ela espera, ele vai embora. Ela pergunta, ele enrola. Ela desencana, ele peleja. Ela explica, ele boceja. Ela respira, ele fraqueja. Ela entende, ele a beija. Ela ponto, ele porém. Ela forte, ele do bem. Ela do momento, ele do além. Ela ama, ele também.”
“A gente se gosta. Tá na cara isso. Ou vai dizer que seu ciúminho é proposital e aquele “se cuida” é de boca pra fora? Pode negar, reclamar ou fingir que não se importa. Mas não adianta, deixar de sentir é uma especialidade que nem todos possuem.”
“Não sei se consigo perdoar. No fundo ainda me culpo. E acho que a gente sempre se culpa por uma coisa ou outra. Não sei se consigo perdoar o outro. É difícil. Tem coisa que não dá pra esquecer. Algumas cenas ficam na memória. A gente consegue ouvir direitinho a voz da outra pessoa dizendo aquele bando de palavras ruins. E aquilo fica ecoando na cabeça, maltratando o coração. Mesmo que eu diga tudo bem, você está perdoado, vou carregar tudo na lembrança. E vez ou outra a bagagem pesa demais, é preciso parar, descansar, tomar uma água e continuar. É preciso dar um tempo. Ele, o famoso tempo, aquele cara que ninguém gosta, mas que feliz ou infelizmente cura tudo. Tudo mesmo.”